May 15, 2021
From The Free
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15 May 2021 Coordenação Anarquista Brasileira

This Thursday, May 6, a massacre befell the community of Jacarezinho, in Rio de Janeiro, with at least 25 people killed. The authorship is of the Civil Police, in what is considered the most lethal police action in the history of the state.

Witnesses point to various indications of summary executions, of people who were already surrendered and offered no resistance. —-

The case opens up state terrorism that victimizes the poor and black people in Rio de Janeiro and in communities across the country. Last year, 5,660 people were murdered by police in Brazil. In the state of Rio de Janeiro, 25% of violent deaths in 2020 had police authorship.

Disguised as a war on drugs, the genocidal policy is a war on the poor, which victimizes black and peripheral youth, and keeps the population of these communities under constant threat.

The Jacarezinho slaughter also demonstrates the failure of State institutions to guarantee the minimum that they themselves propose. The popular struggle managed to get the STF to place restrictions on police operations in the communities during the pandemic, which certainly saved lives, but the measure is constantly disregarded by the state government.

Nor is the possibility that this massacre was committed as part of the upstairs clashes, in the context of a political crisis, with a CPI that clarifies the responsibilities of the Bolsonaro government in the face of the pandemic not excluded.

This massacre is yet another chapter in the racist and genocidal laboratory that the ruling classes have been imposing on the people, in order to maintain a constant state of terror.

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There are more than 400 thousand killed by covid-19, with Brazilian variants of the disease and collapse in all states, experiments of “herd immunization” with accelerated contamination policies, advertising of ineffective drugs, in addition to reforms that remove social expenses, increase unemployment and hunger, while the rich became even richer.

All of this will not be resolved in the next elections, but right now, with a strong process of popular mobilization, from the grassroots, that can show the ruling classes that things cannot go on like this! Recent episodes in neighboring countries have shown that the popular classes in revolt have the ability to impose defeats on those above! This alone can interrupt the normalization of barbarism!

https://anarchistfederation.net/wp-content/uploads/2021/05/bolsonaro-752x440.jpg

Another important issue is the need for popular movements to debate in depth not only the end of the military police, but of all police, which are founded on the defense of large landowners, and have no relation to the protection of the lives of and low. They are the armed arm of the powerful to torture, arrest and kill us.

Since our daily militancy, we continue to guide the solidarity between ours and ours, and the urgency of the revolt against this State terrorism, in the fight for vaccination for all and for everyone, for a dignified life and for libertarian socialism! It is necessary to clench fists to respond to barbarism with popular force!

Brazilian Anarchist Coordination
May 2021

http://cabanarquista.org/2021/05/08/chacina-de-jacarezinho-terrorismo-de-estado/
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original em portugues

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Chacina de Jacarezinho: Terrorismo de Estado!

8 de maio de 2021 cabanarquista 0 comentĂĄriosanarquismo, Anarquismo Organizado, chacina, Chacina de Jacarezinho, genocĂ­dio, massacre, PolĂ­cia, polĂ­cia civil, Socialismo LibertĂĄrio, terrorismo de estado

Nesta quinta-feira, 6 de maio, um massacre se abateu sobre a comunidade do Jacarezinho, no Rio de Janeiro, com pelo menos 25 pessoas mortas. A autoria Ă© da PolĂ­cia Civil, no que Ă© considerada a ação policial mais letal da histĂłria do estado. Testemunhas apontam vĂĄrios indĂ­cios de execuçÔes sumĂĄrias, de pessoas que jĂĄ estavam rendidas e nĂŁo ofereciam resistĂȘncia.

O caso escancara o terrorismo de Estado que vitima o povo pobre e negro no Rio de Janeiro e em comunidades de todo o país. No ano passado, 5.660 pessoas foram assassinadas pelas polícias no Brasil. No estado do Rio de Janeiro, 25% das mortes violentas em 2020 tiveram autoria policial. Disfarçada de guerra às drogas, a política genocida se trata de uma guerra aos pobres, que vitima a juventude negra e periférica, e mantém a população dessas comunidades sob constante ameaça.

A Chacina de Jacarezinho tambĂ©m demonstra a falĂȘncia das instituiçÔes de Estado em garantir o mĂ­nimo que elas mesmas se propĂ”em. A luta popular conseguiu fazer com que o STF colocasse restriçÔes em operaçÔes policiais nas comunidades durante a pandemia, o que certamente salvou vidas, mas a medida Ă© constantemente descumprida pelo governo estadual. TambĂ©m nĂŁo se exclui a possibilidade de esse massacre ter sido cometido como parte dos embates no andar de cima, no contexto de crise polĂ­tica, com uma CPI que apura as responsabilidades do governo Bolsonaro frente Ă  pandemia.

Esse massacre Ă© mais um capĂ­tulo do laboratĂłrio racista e genocida que as classes dominantes vĂȘm impondo sobre o povo, para manter um estado de terror constante. SĂŁo mais de 400 mil mortos pela covid-19, com variantes brasileiras da doença e colapso em todos os estados, experimentos de “imunização de rebanho” com polĂ­ticas de contaminação acelerada, propaganda de medicamentos ineficazes, alĂ©m de reformas que retiram gastos sociais, aumento do desemprego e da fome, enquanto os ricos ficaram ainda mais ricos.

Tudo isso nĂŁo vai ser resolvido nas prĂłximas eleiçÔes, mas sim desde jĂĄ, com um forte processo de mobilização popular, desde as bases, que possa mostrar Ă s classes dominantes que as coisas nĂŁo podem seguir dessa forma! EpisĂłdios recentes em paĂ­ses vizinhos tĂȘm demonstrado que as classes populares em revolta tĂȘm a capacidade de impor derrotas aos de cima! SĂł isso pode interromper a normalização da barbĂĄrie!

Outra questĂŁo importante Ă© a necessidade de os movimentos populares debaterem a fundo nĂŁo somente o fim da polĂ­cia militar, mas sim de todas as polĂ­cias, que se fundam na defesa dos grandes proprietĂĄrios, e nĂŁo tĂȘm qualquer relação com proteção Ă  vida das e dos de baixo. SĂŁo o braço armado dos poderosos para nos torturar, prender e matar.

Desde nossa militĂąncia cotidiana, seguimos pautando a solidariedade entre as nossas e nossos, e a urgĂȘncia da revolta contra esse terrorismo de Estado, na luta por vacina para todas e todos, por vida digna e pelo socialismo libertĂĄrio! É preciso cerrar punhos para responder Ă  barbĂĄrie com força popular!

Coordenação Anarquista Brasileira
Maio de 2021




Source: Thefreeonline.wordpress.com